Pre(conceito)caução em Portugal

Uma notícia que repercutiu na semana que passou foi a proibição de doação de sangue por homens gays em Portugal, segundo documento enviado ao ministério no dia 10 de julho: A necessidade de garantir que os potenciais doadores não têm comportamentos de risco que, em termos objectivos e cientificamente comprovados, podem constituir uma ameaça à saúde e à vida dos potenciais beneficiários, leva à exclusão dos potenciais dadores masculinos que declarem ter tido relações homossexuais“. A medida não é considerada discriminatória pelos idealizadores com a seguinte justificativa: “os homossexuais de sexo feminino podem ser aceitas” como dadoras.
A alegação científica apresentada indica as “elevadas taxas de prevalência nos homossexuais do sexo masculino de doenças graves transmissíveis pela transfusão de sangue”.

Torna-se interessante, a partir daí, a leitura da seguinte matéria publicada no site G Online:

Pesquisa revela que preconceito contra LGBT contribui para comportamento sexual de risco
21.07.09

Uma pesquisa realizada por especialistas da Universidade de Oxford revela que o preconceito em relação aos LGBT contribui para comportamentos sexuais mais arriscados. O estudo aponta ainda que em alguns países africanos os índices de infecção pelo vírus HIV são dez vezes maiores entre os homossexuais do que entre héteros.

O líder do estudo, Adrian Smith, disse à BBC que há “profundo estigma e hostilidade social em todos os níveis da sociedade em relação a comportamentos sexuais entre homens do mesmo sexo ou à homossexualidade”. Para combater o avanço da infecção, o estudo recomenda investimento em educação e mais recursos. Segundo Smith, “precisa-se desesperadamente de um pacote básico de prevenção contra o HIV” na África, incluindo a garantia de suprimentos adequados de preservativos.

A agência da ONU (Organização das Nações Unidas) calcula que das 33 milhões de pessoas infectadas no mundo pelo HIV, dois terços delas vivem na África subsaariana.

Por Redação


Seria realmente essa medida necessária? As estatisticas de fato justificam a postura adotada? O preconceito nesse caso, de fato, inexiste justificado pela permissão de mulheres homossexuais de continuar doando sangue? Aliás, o conceito de grupo de risco por si só já é discutível em qualquer caso, não acham?

2 respostas para Pre(conceito)caução em Portugal

  1. Mariana Mota disse:

    Concordo.
    E quem concorda comigo também são os gays paraguaios,
    para complementar: http://www.paragay.org/noticias/

    – GAGLT, Grupo de Acción Gay Lésbico Transgénero,

    – AIREANA, grupo por los derechos de las lesbianas,

    – PARAGAY Unión e Igualdad

    – PANAMBÍ, grupo por los derechos de las trans

    – “Las organizaciones integrantes de la Red de ONG’s que trabajan el VIH/SIDA en Paraguay”

    Repudiam a decisão e já estão procurando seus direitos.

  2. […] país em que maioria da população é católica e que no ano passado adotou medida controversa a respeito da doação de sangue, ao proibir homens gays alegando que estes constituem um “grupo de risco”, não foi […]

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: