Permissões

Pra começar a semana de bom humor, uma notícia bem legal que vi no PinkNews.

Mês que vem, o parlamento irlandês vai debater a respeito de uniões civis entre casais do mesmo sexo. No embalo da expectativa, o MarriagEquality da Irlanda estreiou no GAZE – o festival lésbico e gay de cinema de Dublin – um comercial a ser veiculado na televisão local. (ATENÇÃO: se você sabe falar inglês, assista ao vídeo antes de ler o texto logo abaixo, para que a propaganda não perca o impacto.)

Nele Hugh O’Conor, um ator irlandês bastante popular, sai de porta em porta nas ruas de Dublin perguntando se pode se casar com Sinead, nome feminino muito comum na Irlanda. Depois do homem pedir a permissão para várias pessoas, aparece a seguinte mensagem: como você se sentiria se tivesse de pedir permissão a quatro milhões de pessoas para se casar? Lésbicas e gays não têm acesso ao casamento na Irlanda.

Segundo os ativistas do MarriagEquality, a intenção era familiarizar bastante os telespectadores com a personagem e os ambientes, para facilitar uma identificação com a situação e, dessa maneira, levar as pessoas a pensarem sobre as uniões entre homossexuais. E parece que deu certo: pelo menos no YouTube, onde foi postada dia 19 de agosto, a propaganda já foi assistida mais de 160 mil vezes.

A idéia é ótima no sentido de demonstrar que a luta pelo reconhecimento das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo nada mais é do que a busca por um direito básico. Estamos, afinal, tendo de pedir a milhares de pessoas, que nada têm a ver com nossas vidas particulares, autorização para nos unirmos com quem amamos. Contudo, a criatividade não foi especificamente desses ativistas; descobri, através dos comentários do YouTube, que em 2007 uma propaganda com o mesmo conteúdo foi executada nos Estados Unidos. Confira essa versão original logo abaixo.

Bem que poderia ser realizada uma semelhante aqui no Brasil, para dar um gás ao lento avanço da discussão em torno da união homoafetiva, não acham?

Uma resposta para Permissões

  1. Antonio disse:

    Realmente muito bom. É bem assim que me sinto, aguardando a permissão de milhões de pessoas para ter uma vida privada sustentada pelos mesmos direitos que me são negados.

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