História da GLAAD

Recentemente a Aliança Gay & Lésbica Contra a Difamação (em inglês, formando a sigla GLAAD) anunciou os indicados para seu prêmio anual. Muito se tem comentado sobre os escolhidos – Lady GaGa, os seriados Glee e Grey’s Anatomy, a revista People e o filme Prayers for Bobby, para mencionar alguns aleatórios – mas será que todos sabem exatamente o que é a GLAAD e o que é feito por eles? A tradução dessa sexta é um texto emitido pela organização contando um pouco da sua história e do que é feito por lá. Por mais que tenha ares de propaganda, bem release oficial mesmo, vale a pena a leitura.

História da GLAAD
Pense em algum tempo atrás, quando as palavras “gay” e “lésbica” eram tabus na mídia – um tempo em que a manchete do seu jornal estampava, na primeira página, histórias homofóbicas, um tempo em que a indústria do entretenimento não pensava duas vezes antes de produzir imagens estereotipadas e preconceituosas de gays e lésbicas. Não faz tanto tempo quanto você pode pensar.

Menos de 25 anos atrás, antes da formação da Aliança Gay & Lésbica Contra a Difamação (GLAAD), representações de lésbicas e homens gays tendiam a cair em uma das duas categorias: difamatório ou inexistente. Desde sua criação, o impacto da GLAAD na visibilidade da nossa comunidade tem sido de grande alcance. Não só os funcionários e voluntários do GLAAD transformaram a maneira como gays e lésbicas são retratados na televisão e nas notícias, como tornamo-nos também uma importante fonte de recursos e informações para o entretenimento e tomadores de decisão da mídia. A Entertainment Weekly nomeou a GLAAD como uma das entidades mais poderosas de Hollywood, e o Los Angeles Times descreveu-a como “possivelmente a mais bem-sucedida organização de lobby da mídia para a inclusão”.

Formado em Nova York em 1985 para protestar contra a grosseira, difamatória e sensacionalista cobertura do New York Post da AIDS, o trabalho da GLAAD rapidamente se espalhou por Los Angeles, onde começou a educar a indústria do entretenimento de Hollywood sobre a importância das representações mais precisas e realistas na tela. Conforme o trabalho da GLAAD cresceu, a organização ganhou espaço nacional, com escritórios em Nova York, Los Angeles e San Francisco. Para servir os interesses regionais e locais de mídia, o Programa de Mídia Regional da GLAAD cresceu para ajudar comunidades locais em todo o país mobilizando campanhas, treinando a mídia e outras ações.

Tendo cultivado relações com profissionais de mídia através de duas décadas, lista de realizações da GLAAD denota uma contribuição significativa e contínua, à igualdade LGBT. Não foi até 1987, após uma reunião com o GLAAD, por exemplo, que o The New York Times mudou sua política editorial para usar a palavra “gay”. Vinte e um anos depois, o projeto Anunciando a Igualdade resultou em mais de 1.000 jornais em todo o país – incluindo o The New York Times – optando por incluir anúncios de gays e lésbicas junto a outros anúncios de casamento.

A GLAAD não atinge apenas os bastidores da mídia, mas também tem impactado milhões através de jornais, revistas, cinema, televisão e campanhas de visibilidade. Nós chamamos a atenção da mídia para: o ódio motivado assassinato de Matthew Shepard, Arthur “JR” Warren, Brandon Teena, Fred Martins, Gwen Araujo e outros; a defesa anti-gay de “Dr. Laura” Schlessinger, letras de Eminem ódio; os heróis gays e vítimas de 9-11; os anúncios de “ex-gays”, e mais recentemente, as tentativas de oficiais da Igreja católica de envolver padres gays inocentes em histórias de abuso sexual.

Por causa do trabalho da GLAAD, histórias e temas ligados a gays e lésbicas são tratados nas publicações nacionais e locais, nos filmes e na televisão. Representações negativas e indelicadas da comunidade têm diminuído, enquanto as lésbicas e homens gays têm sido cada vez mais incorporados em quase todo tipo de plataforma de mídia – das novelas às histórias em quadrinhos. Mas há muito trabalho ainda a fazer. Representações de transgêneros e bissexuais, de todo o espectro da diversidade da nossa comunidade, e representações precisas de nossos relacionamentos são apenas alguns domínios onde GLAAD continua a concentrar os recursos e atenção.

Atenta às constantes mudanças da mídia na atualidade, a GLAAD continua fornecendo aos jornalistas e profissionais de mídia informações oportunas, abrangentes e concisas, ampliando a representação da nossa comunidade de notícia em notícia, através de uma eficiente e poderosa combinação entre advocacia, educação e visibilidade.

3 respostas para História da GLAAD

  1. […] This post was mentioned on Twitter by Homomento, Ângela. Ângela said: RT @homomento: Você sabe o que é a Aliança Gay & Lésbica Contra a Difamação? http://migre.me/gA2V […]

  2. Benjamin Bee disse:

    Muito bom mesmo! Post da maior importância. Não há História gay sem a GLAAD. Estou encantado com este site, o HOMOMENTO. A gente fica andando em círculo com sites como MixBrasil e a Capa e não vê que existe vida inteligente fora da “Terra”. Coisa de caipira mesmo. Parabéns, HOMOMENTO!

  3. […] mais antigos da DC Comics, foi recém agraciada com um prêmio da GLAAD (não sabe do que se trata? Dê uma olhada aqui). O título, que conta com histórias do mais rentável personagem da editora – o Batman […]

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