Entrevista: Michael Eichler, do The New Gay

16 de setembro de 2009

Não é a primeira nem será a última vez que The New Gay vai aparecer aqui no Homomento, pelo simples motivo de que muitas das idéias dos dois blogs são bastante alinhadas. Eu e a Carol tivemos a oportunidade de entrevistar um dos co-fundadores do site, Michael Eichler, que simpática e articuladamente respondeu nossas perguntas. Vale a pena ler a tradução da entrevista (uma versão em inglês foi publicada no The New Gay), que segue na íntegra:

Michael, antes de qualquer coisa, por favor apresente-se brevemente.
Bom, eu sou Michael Eichler (a pronúncia é “ike-ler”), tenho 36 anos e trabalho numa planejadora de transportações. Eu também sou co-fundador do The New Gay, que é uma fonte online para idéias, culturas e eventos relacionados à comunidade LGBT.

Os sites LGBT normalmente são cheios de fotos de homens nus ou notícias de fofoca. Nós temos, porém, ótimos exemplos de bom trabalho como o Box Turtle Bulletin. No cenário dessa mídia específica, como você descreveria o The New Gay?
Nós somos um blog/publicação online abrangente, feito por pessoas comuns, que quer ver mais assuntos na mídia LGBT. Se você mostrar fotos de torsos nus, ignora metade dos homossexuais (se pensarmos que a divisão de gênero é 50% masculina e 50% feminina). Nós tentamos achar um tema em comum para todos os LGBT que vai além da conexão básica de todos nós: o sexo. Exploramos maneiras singulares e diversificadas de ser homossexual, dando oportunidades para as pessoas explorarem seus interesses genuínos ao invés de gostarem das mesmas coisas que todo mundo só para serem aceitas.

Outro co-fundador do TNG, o Ben, define o site como “um movimento inclusivo de indivíduos atraídos pelo mesmo sexo que se recusam a ser definidos pelo passado e lutam para expandir as barreiras do futuro”. De fato, como você disse, muitos dos artigos do site falam sobre como é importante que essas pessoas parem de se estereotipar, e o quão diferentes os LGBT podem ser entre si. Em dois anos de trabalho e reflexões sobre essa temática, o que você aprendeu? O que mudou e o que permaneceu, entre as suas opiniões?
Durante esses últimos dois anos, uma coisa que eu aprendi foi a necessidade de incluirmos todas as minorias sexuais. A parte mais complicada é o fato de que os transexuais normalmente não se expõem e é muito difícil sempre fazer e falar as coisas certas para ser inclusivo com os trans. Como gays e lésbicas, como pessoas que “amam pessoas do mesmo sexo”, nós não conhecemos bem as dificuldades enfrentadas pelos trans e isso não faz parte da nossa forma de pensar, normalmente voltada para autopreservação. Nós, todos os queers, precisamos aprender mais uns sobre os outros e descobrir similaridades. Acho que o trabalho do TNG começou com a exploração das diferenças maravilhosas entre os LGBT, mas agora é o momento para nos unirmos e caminharmos como “um só povo” apesar de todas essas diferenças.

Já que você falou em trans: recentemente vocês participaram de um protesto relacionado à morte de uma transexual em Washington DC. Além desse tipo de manifestação, como nós podemos lutar contra a homofobia no “mundo real”? Nós lemos recentemente um artigo da Jean no TNG sobre o “ativismo gay 2.0” que nos lembra sobre os riscos de nos limitarmos à web.
Eu não participei pessoalmente daquela vigília, mas ajudei a divulgá-la e nós mandamos o nosso fotógrafo. De qualquer forma, eu acho que a melhor maneira de lutarmos contra a homofobia no mundo real é alcançando a visibilidade. Há grandes chances de que cada homofóbico tenha no mínimo um parente ou amigo que seja gay. Se essas pessoas puderem se pronunciar, se assumir e se fazer visíveis, causando uma impressão positiva junto aos que são potenciais perpetuadores da violência contra os LGBT, veremos esse potencial reduzido.
Nós precisamos ser vistos como pessoas, crianças, pais, colegas, amigos, vizinhos, membros da comunidade. Acredito que até nós verem como tal, e não como “o outro”, teremos a violência e a homofobia sempre muito próximas de nós.

Você disse que “se você mostrar fotos de torsos nus, ignora metade dos homossexuais”. Aqui no Brasil, muitos dos sites auto-intitulados “LGBT” são dirigidos aos homens gays, com fotos homens seminus e etc. Há também alguns dirigidos a lésbicas, mas nada que possamos chamar de “neutros” em relação ao gênero para LGBTs.
Exatamente. Esse é um grande problema.

A mídia LGBT norte-americana é muito mais sofisticada que a nossa nesse aspecto. Quanto tempo você acha que ela demorou para se desenvolver dessa maneira? Ou: o que nós, brasileiros, poderíamos fazer para obter algo semelhante?
Ah, espera aí. Nós somos um dos poucos sites que eu conheço que têm a intenção de abranger todos os gêneros e sexualidades. Outros blogs temáticos como Towerload.com ou Queerty.com, ou ainda os “after” (AfterEllen, AfterElton), são voltados para apenas um gênero. Não há unidade. Os jornais LGBT como o Washington Blade estão muito comprometidos com seus anunciantes, que vêem os homens gays apenas como consumidores, e seu conteúdo (não noticioso) não faz muita coisa para desmentir esse fato.

Esse é um problema de qualquer publicação: lidar com seu público E com seus anunciantes. Na sua opinião, o quão grande é a influência dos anunciantes na mídia LGBT? Você acha que a relação entre veículos e anunciantes impede-a de pensar e falar sobre assuntos que realmente importam?
É enorme, e sim, eu acho. Muitas publicações dependem demais dos anunciantes e sofrem por isso. Ouvi rumores de matérias que não saíram por motivos como “já publicamos um artigo lésbico na semana passada”. Essas mídias dificilmente são justas e imparciais. Zack, o outro co-fundador do TNG, trabalhava para o Blade, então ele pode falar mais sobre isso. Mas eu não me identifico com qualquer um desses anúncios voltados para os LGBT (na verdade, especificamente para os homens gays e brancos) e eu mesmo sou um homem gay e branco. Imagine como os membros da comunidade LGBT que não são homens ou brancos não se sentem olhando para esses anúncios?

Sim, e acho que isso também impede que algumas pessoas consumam a “mídia gay”. Aqui no Brasil, na mídia impressa, nós só temos revistas dirigidas ao público masculino. Não consigo ver nenhuma razão para uma lésbica comprar alguma delas. Dessa maneira, muitas pessoas dentro da nossa comunidade estão excluídas da nossa própria mídia! Mas seguindo adiante: Zack disse, no artigo “The Beginning of Gay Culture”, que seria bom para os LGBTs recriarem o mundo heterossexual numa versão menor, só para eles. Acho que ele quis dizer que nós deveríamos criar espaços onde pudéssemos conviver apenas com LGBTs parecidos conosco, enquanto lutamos da nossa maneira contra a homofobia. Mas você não acha que deveríamos estar lá fora lutando para fazer do mundo um lugar melhor para todo mundo? Será que não podemos ficar confortáveis nos lugares que já frequentamos? Nós realmente precisamos criar todo um mundo novo (e GAY)?
Zack está falando sobre criarmos espaços sociais que expressem a diversidade da comunidade LGBT. E eu concordo. Nós precisamos de diversidade em nossos espaços sociais. De outra maneira, qualquer um que não se encaixe no “molde gay” vai se sentir rejeitado e não pertencer a comunidade nenhuma. Ao invés disso, nós precisamos achar uns aos outros no mundo real e nos conectarmos. Esses pequenos grupos e conexões podem se tornar a base para uma unidade maior. Se tudo o que temos é o mainstream e um monte de indivíduos que não se identificam com ele, nós nunca acharemos uma base comum. Nós ainda temos muito trabalho a fazer para nos organizarmos internamente antes de realmente encontrarmos a força para marcar presença fora de nossa comunidade. Isso não significa que nós não possamos começar pressionando a sociedade por aceitação, mas nós só teremos o poder necessário para tal se nos organizarmos internamente primeiro.
Imagine lutar numa guerra onde 20% dos nossos soldados são membros de uma tropa e os outros 80% não têm lealdade ao sargento, agindo por conta própria. Não funcionaria.

Agora entendi o seu ponto, e acho que o exemplo das tropas ilustra muito bem essa ideia. Uma das lutas internas do movimento LGBT que podemos destacar é aquela pela aceitação nas instituições militares, já que alguns dos ativistas mais radicais não vêem sentido em lutar contra o Don’t Ask, Don’t Tell (DADT).
Exato, eles preferem acabar com os militares a lutar contra eles. E, na verdade, gostam de não poderem ser chamados para o serviço. Pessoalmente, eu não concordo com o militarismo de maneira geral e não lutaria pelo fim da DADT, mas apoio essa luta e todos os nossos soldados gays aí fora. Mas um caso que ilustra ainda melhor a necessidade de união nos EUA é a questão do Ato pela Não-Discriminação no Emprego (ENDA, na sigla em inglês), em que a organização Human Rights Campaign recomendou um pacote de leis contra discriminação que exclui os transgêneros. Como uma coisa dessas pode ser possível em 2009?

Então você acha que devemos viver de acordo com nossos valores, gostos e interesses, como propõe Zack, e nos unirmos apenas por nossos direitos e para lutarmos contra a discriminação?
Nós LGBTs não temos uma cultura inerente. Não temos uma força unificadora. Nós não nascemos numa população LGBT – temos que construir nossa própria cultura, e a cultura que atualmente ocupa esse espaço não abrange todos nós. Num post anterior, Finding Unity in Community, eu disse que, como nós não nascemos na nossa comunidade, temos que procurá-la. E nada na nossa cultura encoraja a entender a nossa própria história e a similaridade que temos com outros LGBTs. Espere, por exemplo, que nos reunamos em torno da Madonna. Isso nunca vai acontecer. O que mais temos em comum? O que eu tenho em comum com a Shunda K, do Yo Majesty, além de uma mesma orientação sexual?

Vocês também têm um monte de posts sobre música indie, chega a ser comum que as pessoas pensem que o TNG é um blog hipster. Será que não é perigoso se definir como um “movimento inclusivo” e falar só sobre músicas que vocês gostam ao mesmo tempo? Vocês não temem que leitores LGBT que não sejam hipsters acabem se afastando do site de vocês por causa das discussões sobre música?
Desde o início, convidamos todas as pessoas possíveis para que usassem o Tng como uma plataforma para compartilhar suas ideias e interesses, encorajando diferentes perspectivas sobre cada assunto, e dando destaque a todos os tipos de cultura que existem – filmes, literatura, teatro, etc. Não vamos deixar de escrever sobre o que nós (os fundadores) gostamos porque até agora ninguém mais se habilitou a contribuir com outras perspectivas sobre outros tipos de cultura. Estamos disponibilizando opiniões de LGBTs descrevendo um monte de coisas que não são gays, e esse conjunto de coisas não-gays definitivamente poderia ser maior. Nós adoraríamos que pessoas se juntassem a nós e começassem a escrever sobre música clássica, por exemplo. Mas nós (a equipe atual) não podemos fazer isso, porque não é a nossa praia. Nosso cofundador Ben ama hip hop e até escreveria sobre isso de vez em quando, mas ele não estava interessado em escrever sobre música. Na verdade, estávamos hesitantes quanto a adicionar mais um colunista sobre música, porque ele queria trazer mais indie rock. No fim das contas, ele é uma pessoa LGBT que quer escrever sobre música. É exatamente o que queríamos, ainda que não seja um novo gênero.

Michael, muito obrigado pela entrevista. Continue com o trabalho bom (e original) do TNG. E só uma pergunta final: como podemos lutar contra os preconceitos que nossa “cultura gay mainstream” ainda evoca, e construir nossa própria cultura?
Seja você mesmo, seja um indivíduo, seja visível, se expresse. É tudo que posso dizer. Ah, e não seja um imbecil.


Dia do Orgulho Lésbico: entrevista com Míriam Martinho

19 de agosto de 2009

Em 1983, no dia 19 de agosto, as lésbicas que frequentavam o Ferro’s Bar, em São Paulo, revoltaram-se contra a discriminação que as ativistas do Grupo de Ação Lésbico-Feminista (GALF) sofriam no local. A ocupação do bar é considerada o “Stonewall brasileiro“. Por isso, a data de 19 de agosto é celebrada como o Dia do Orgulho Lésbico desde 1996 (embora uma parte do movimento lésbico tenha decidido comemorar o dia 29 de agosto como Dia da Visibilidade Lésbica, o que gera polêmica até hoje).

A comemoração desse dia se torna ainda mais importante em 2009 porque o movimento lésbico brasileiro completou 30 anos no último mês de maio. Para marcar esse dia, conversamos com Míriam Martinho, ativista do GALF que participou da ocupação do Ferro’s Bar. Atualmente, ela escreve nos blogs Contra o Coro dos Contentes e Memória/História MHB-MLGBT, e edita o site lésbico Um Outro Olhar.

Como surge o Grupo Lésbico-Feminista? Quantas mulheres faziam parte do coletivo, na época? Quais foram suas primeiras ações?
MM: O Grupo Lésbico-Feminista surgiu em maio de 1979 quando as mulheres do Grupo Somos de Afirmação Homossexual, de São Paulo (primeiro grupo homossexual do Brasil), foram convidadas a redigir uma matéria sobre lésbicas para o jornal Lampião da Esquina, publicação de temática homossexual do Rio de Janeiro que circulou de 1978 a meados de 1981. Após a publicação dessa matéria, decidiram continuar juntas e formaram o primeiro grupo lésbico brasileiro, chamado Grupo Lésbico-Feminista (LF), cujo coletivo se desfez em meados de 1981. Duas remanescentes deste coletivo, resolveram dar continuidade a organização especificamente lésbica e fundaram o Grupo Ação Lésbica Feminista (outubro/1981).

O LF surgiu dentro do Somos, dentro de um jornal gay. Até hoje as lésbicas reclamam de pouco espaço e visibilidade no movimento homossexual. Foi difícil abrir espaço para as demandas lésbicas no movimento?
MM: Sim, foi difícil. Nem tanto na primeira geração do movimento homossexual (a da década de 80), pois o feminismo estava no auge e influenciava todo mundo, inclusive os homens homossexuais que já pensavam na especificidade lésbica e faziam paralelos entre a questão da homofobia e a situação da mulher. Mais na segunda geração, a da década de 90, quando o movimento homossexual renasce das cinzas. Foi preciso uma batalha campal para simplesmente inserir a palavra lésbica no nome do encontro nacional em 1993. Hoje não sei dizer o quanto as reclamações das ativistas lésbicas sobre mais espaço e visibilidade no movimento homossexual também não são consequência da relativa ausência das mesmas no MLGBT. A maioria vem se reunindo fundamentalmente em separado e em ligação com o movimento feminista, então fica difícil saber o quanto essas queixas procedem. Os gays tendem a ser gaycêntricos mesmo, mas se as lésbicas também não estão presentes para questionar essa situação com pertinência, a tendência é que ela se mantenha.

Pelo que li no seu livreto sobre os 30 anos do movimento lésbico, vocês já enfrentavam algumas dificuldades para vender o ChanaComChana no Ferro’s Bar há algum tempo… qual foi a “gota d’água” para o levante em 19/08/1983?
MM: A gota d’água foi no dia 23 de julho de 1983, quando o dono do bar, o segurança e o porteiro tentaram nos pôr para fora do Ferro’s, puxando a gente pelo braço, dando empurrões. Nós resistimos, e as mulheres que estavam no bar nos apoiaram. Eles chamaram a polícia que extraordinariamente permitiu que a gente ficasse por lá naquele dia, mas naquela base do só hoje e nunca mais. E fomos proibidas de voltar a vender o boletim lá, embora se vendesse de tudo no bar, inclusive substâncias ilícitas. Só não podia vender publicação de lésbica num bar sustentado por lésbicas. Daí organizamos o levante para acabar com a proibição.

Depois desse incidente, as lésbicas continuaram frequentando o bar? Como foi a repercussão da invasão na mídia?
MM: Não só continuaram como houve um acréscimo de tribos lésbicas ao público do bar, pois as feministas homossexuais passaram a frequentar o “pedaço” – como se dizia – também com mais frequência. Em relação à imprensa, houve uma grande repercussão na mídia porque foi a Folha de São Paulo que cobriu a invasão e com um enfoque positivo, coisa inédita no período. Outros jornais e a revista Visão (da época) reproduziram a matéria e reverberaram o assunto.

A invasão do Ferro’s Bar é bastante semelhante ao levante de Stonewall dez anos antes, considerado um marco para o movimento homossexual. Mas o 19 de agosto não costuma ser lembrado com tanto destaque pela imprensa gay brasileira quanto o 18 de junho, e mesmo as lésbicas têm mais uma data oficial para celebrar (29 de agosto, Dia da Visibilidade Lésbica). Você não sente que o caso do Ferro’s Bar é pouco valorizado?
MM: O dia 19 de agosto foi lançado oficialmente em 2003 e novamente divulgado pela Folha de São Paulo, com as matérias sendo replicadas por outros jornais, dando grande repercussão ao assunto. Mas o pessoal do dia da visibilidade, que havia sido proposto em 1996, mas não comemorado efetivamente, ficou temeroso que o 19 de agosto sobrepujasse seu dia e iniciou uma grande propaganda contra a data do orgulho, encontrando respaldo e repercussão na conjuntura política que se iniciou em 2003 e está aí até hoje. O dia da visibilidade se tornou então a data oficial das ativistas lésbicas dessa conjuntura que são majoritárias. Então foi essa propaganda contrária que determinou e ainda determina a valorização inadequada do dia do orgulho. Agora, as pessoas que combatem a visibilidade do dia do orgulho são como aquelas que caíram numa areia movediça: quanto mais lutam contra mais rápido a credibilidade delas afunda, pois o levante do Ferro’s é um fato histórico indiscutível. De qualquer forma, já se percebe que algumas pessoas vêm contestando esse silêncio imposto – que de fato é constrangedor para tod@s – e passando a dar o valor que o dia merece.

Para encerrar: As lésbicas ocupam cada vez mais espaço na mídia (em novelas, com seriados como The L Word, com portais como o Dykerama e o Parada Lésbica, além de uma editora própria, a Malagueta). Bem ou mal, a “visibilidade” lésbica avança. Em termos de “orgulho lésbico”, o que temos que conquistar ainda?
MM: Bem, como costumo dizer, sem orgulho não há visibilidade. Essas manifestações de visibilidade que cita são fruto do orgulho de lésbicas que têm a coragem de ser explicitamente lésbicas numa sociedade que insiste em dizer que deveríamos nos envergonhar de amar outras mulheres. Lésbicas sem orgulho não têm visibilidade. Contiuam cultuando o enrustimento, a vida dupla, a falta de integridade e pagando um preço muito alto em termos de qualidade de vida por isso, além de colaborar com o preconceito. Pior: ainda são a maioria infelizmente. Então continua havendo muito que conquistar em termos de orgulho e consequentemente de visibilidade. Feliz dia do orgulho lésbico!