O beijo da capa

11 de março de 2010

Via Observatório da Imprensa:

Pelo menos 27 pessoas cancelaram suas assinaturas do Washington Post depois que o diário americano publicou, em sua primeira página, uma fotografia de dois homens de beijando. A foto foi tirada na quarta-feira da semana passada (3/3), dia em que a Suprema Corte dos EUA autorizou o distrito de Colúmbia a realizar casamentos entre pressoas do mesmo sexo, e publicada no dia seguinte.

Essa notícia me chamou muito a atenção. Em primeiro lugar, a confirmação da incômoda sensação de que a lei está muito aquém da opinião comum. A exagerada ênfase na luta pelos direitos parece criar a ilusão de que poder casar e ter leis antihomofobia garante respeito alheio. Pois bem: não garante coisa nenhuma. Tão aí os Estados Unidos, que mesmo assistindo a um avanço progressivo das leis homoafetivas, convivem com manifestações violentíssimas de homofobia. “Esse tipo de coisa faz pessoas normais quererem vomitar”, disse um dos leitores do Washington Post sobre a fotografia. Mais comedida, outra leitora reclamou: “eu preferia que as imagens de capa não fossem tão perturbadoras, já que meus filhos podem vê-las na mesa do café da manhã”.

A foto da capa, pra vocês darem aquela vomitadinha

Mas prossigamos:

Leitores descontentes sugeriram que a imagem poderia ter sido estampada na seção metropolitana, e não na primeira página; outros, mais radicais, defenderam que ela não deveria ter sido publicada de jeito nenhum. O ombdusman do jornal, Andrew Alexander, diz que é normal receber reclamações após a publicação de fotos consideradas polêmicas. Ele cita como exemplo recente as imagens de vítimas do terremoto no Haiti.

De que adianta casarmos e o raio que o parta se um beijo nosso faz as pessoas quererem vomitar? Se é tão “pesado” para a cabeça das pessoas quanto imagens de vítimas de um terremoto? Não, sério. Esse parelelo do ombudsman é tão absurdo que beira o engraçado.

É claro que os direitos são prioritários em vários aspectos, mas vejo alguns militantes tão obcecados com eles que parecem esquecer a força da mentalidade e da cultura. Para eles, repito duas palavrinhas – constantes aqui no blog: mídia e educação.


Conquistando neutralidade

3 de setembro de 2009

Diariamente tenho meu contato físico com os jornais impressos gaúchos, e não é uma questão de bairrismo e sim de necessidade. Normalmente o trato da homossexualidade nessas publicações e na maioria dos veículos é feito muito sutilmente, de forma equivocada, através da sátira ou deboche. Até aí sem novidades.

Eis que ontem, ao abrir a Zero Hora levei um tapa na cara.

zhcapa

Como bem se sabe, para qualquer veículo impresso a capa é Môira que desenrola todo blablablá das próximas páginas, e mais:  é o retrato perfeito das concepções burocráticas e intrínsecas que articulam toda teia midiática.

Não costumo ser uma pessoa otimista e sei que meu contentamento pode ser rapidamente dizimado pela realidade. Sim amiguinhos, eu sei que é uma quarta-feira, que a circulação é baixa, que a preocupação maior é com a participação da população no censo…

Mas mesmo assim. É a palavra G-A-Y estampada na capa do jornal de maior circulação do Rio Grande do Sul, acompanhada de uma belíssima matéria assinada pela Letícia Duarte que não faz nenhuma menção a preconceito, e  trata o termo “homossexuais” tão naturalmente que me senti lendo uma reportagem sobre promoções natalinas.

Zero Hora | 02.09.09 | Geral - p.36
Zero Hora | 02.09.09 | Geral – p.36

Infelizmente meus outros colegas comunicadores do Correio do Povo não tiveram a mesma inspiração. A matéria veiculada na editoria de Geral (p.23) de hoje NÃO FAZ REFERÊNCIA NENHUMA a inclusão da união gay nos números do IBGE.

Correio do Povo | 02.02.09 | Geral - p.23
Correio do Povo | 02.02.09 | Geral – p.23 Gays? Ahn?

Ah! Só para fins de clipagem incluí também a nota do O Sul, que discretamente substitiu as palavras gays/homossexuais por um ‘existência de cônjuge ou companheiro do mesmo sexo no domicílio’, afinal, deixemos palavras como essas (“tão polêmicas”) para hard-news estilo: Homossexual mata namorado e come seu rim em Kansas City nos EUA.

O Sul | 02.02.09 | p.12

O Sul | 02.02.09 | p.12

Anteriormente, meus parceiros e amigos de blog Pedro Cassel e Carol Maia apresentaram textos repudiando o posicionamento e a qualidade dos textos publicados pelo colunista  Paulo Sant´anna da Zero Hora, contudo, acho imprescindível evidenciar matérias como essas de Letícia.  O bom gosto e a sensibilidade da jornalista alegraram minha manhã, e me fizeram relembrar e refletir que existem milhares de profissionais como eu, ou como minha colega Carol Maia, que tentarão sempre, independente do veículo conquistar a naturalidade.

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Para quem não leu, ou não compreendeu como funcionará a inclusão da união gay nas estatísticas do IBGE, minha amiga Carol Maia dá uma ajudinha…

entendendosenso

  • O Censo Demográfico visita todas as residências do País de dez em dez anos, contando a população e pesquisando dados referentes às pessoas (sexo, idade, cor ou raça, educação, rendimento) e características de seus domicílios (abastecimento de água, esgotamento sanitário, existência de energia elétrica, destino do lixo)
  • Em 2010, aparecerá a possibilidade de resposta “cônjuge, companheiro de mesmo sexo” para o questionamento sobre a relação da pessoa com o responsável pelo domicílio onde ela vive. A orientação sexual da população brasileira não será pesquisada, mas será possível saber quantas pessoas vivem em união homoafetiva no País. Essa é a primeira vez em que a homossexualidade aparece no questionário do Censo
  • Em 2007, a Contagem da População (uma pesquisa semelhante ao Censo, mas com menos dados) trouxe o primeiro reconhecimento de uniões entre pessoas do mesmo sexo pelo IBGE. 17 mil pessoas (sendo 9 mil homens e 8 mil mulheres) declararam estar em união com cônjuge de mesmo sexo. Somente os estados de Minas Gerais, Bahia e São Paulo registram mais de mil casais em seu território. Esse número é bem baixo considerando-se que 108 milhões de pessoas foram ouvidas na Contagem, que não incluiu municípios com mais de 170 mil habitantes (estima-se que 75 milhões de pessoas vivam nessas grandes cidades que não foram pesquisadas, onde se acredita que viva a maioria dos homossexuais do País)
  • Nas pesquisas, o IBGE trabalha com autodeclaração: vale o que os entrevistados declararem ser verdadeiro. Quem responder ao recenseador que “mora junto” com o responsável pelo domicílio é contado como “convivente”, não como “cônjuge”. Todos os dados levantados pelo IBGE são sigilosos, ou seja, não há por que ficar dentro do armário quando o Censo chegar. Em 2010, é importante que as respostas sejam o mais verdadeiras possível, para que a sociedade saiba quantas são as uniões homoafetivas do Brasil

Massacre de Tel Aviv: uma Stonewall para Israel?

3 de agosto de 2009

Pude testemunhar, durante o fim de semana, a mesma notícia pipocando em diferentes sites, fossem eles voltados para nosso público ou não: Advocate, Gay.com.br, G1, Folha, O Globo, BBC Brasil, NY Times, Reuters. Quem não viu, ainda vai ver: com certeza o destaque da semana na mídia LGBT internacional será o ocorrido em Tel Aviv nesse primeiro de agosto.

Pouco antes da meia-noite, um homem vestido de preto (como os judeus ultraortodoxos) entrou em um imóvel da Associação de Gays e Lésbicas de Tel Aviv e atirou com uma arma automática em todas as direções antes de fugir, até agora com sucesso, segundo testemunhas. (…) Segundo os serviços de emergência, a maior parte de feridos são menores e as duas vítimas fatais são um homem de 26 anos e uma menina de 16.

O estabelecimento na manhã após o ataque: por que o sangue tem estado sempre tão próximo ao arco-íris?

Foram muitos os comentários tristes e raivosos referindo-se ao ataque, e é justo que eles sejam feitos. O protesto é mais do que necessário, especialmente num caso triste como esse. Foi bonito de ver as palavras “Tel Aviv” chegando aos tópicos mais mencionados do Twitter, com pessoas de todos os países prestando solidariedade às famílias das vítimas e à comunidade LGBT em geral.

Entre os comentários em tempo real, me chamou atenção a colocação de Paulo Giacomini: após 40 anos e guardadas as diferenças, massacre anti-gay em Tel Aviv pode se tornar o ‘stonewall’ israelense dos 2000’s. De fato, o ataque foi bastante simbólico e pode dar um gás à luta israelense (e porque não mundial) pela igualdade.

Durante a noite de sábado, muitas pessoas utilizaram essa imagem no Facebook em homenagem às vítimas

Logo após o incidente, as semelhanças com Stonewall se tornam ainda mais claras. Assim como foi em 1969, o primeiro protesto contra os assassinatos de Tel Aviv ocorreu de forma espontânea, já na madrugada de domingo. E, da mesma forma que os gays norte-americanos recusaram-se a abandonar o bar mesmo com a repressão violenta dos policiais, os frequentadores do centro de convivência israelense não deixaram que a violência os intimidasse, reabrindo o espaço na segunda-feira, de acordo com informações do jornal Haaretz.

Esse é o caso mais grave de homofobia no país desde 2005, quando três participantes da parada gay de Tel Aviv – a única no Oriente Médio – foram esfaqueados. Como a identidade do agressor permanece desconhecida, ainda não estão claros os motivos imediatos do ataque, o que não impediu que líderes ultraortodoxos fossem cobrados publicamente por seus posicionamentos homofóbicos.

1º de Agosto: símbolo instantâneo, ao menos em Israel, da luta contra a homofobia

Uma outra cobrança se deu no campo das nomenclaturas: as autoridades policiais israelenses logo esclareceram que o caso não era de “terrorismo”. De fato, esses assassinatos destoariam da maioria dos ataques terroristas sofridos pelos judeus. Lideranças homossexuais locais exigem que o caso seja encarado, sim, como terrorismo.

Se ignorarmos o local onde os tiros foram disparados, as mortes de Nir Katz, 26 anos, conselheiro do grupo, e de Liz Trubeshi, 16 anos, simpatizante, não diferem em nada daquelas motivadas por explosões de homens-bomba. Nessa discussão, podemos deixar etnia e orientação sexual de lado, e o que resta continua inaceitável: são mortes brutais e aleatórias, motivadas por inaceitação da diferença.

(Redação final: Carol)


Homofobia e Ignorância – O Retorno

27 de junho de 2009

Não bastasse o fiasco no dia mundial de combate à homofobia, o colunista da Zero Hora, Paulo Sant’Anna, comete outra gafe um dia antes do Dia Mundial do Orgulho LGBT. Em sua “homenagem” ao falecido Michael Jackson, Sant’Anna refere-se a ele como transexual.

Além de ser uma exímia demonstração de inaptidão a escrever um simples texto sobre uma estrela da música internacional, é também comprovação da ignorância de Paulo Sant’Anna em relação a qualquer assunto que não envolva futebol, o esporte viril e varonil que nada tem a ver com homossexuais.

É essa a homenagem da Zero Hora a Michael Jackson e à comunidade LGBT, um dia antes da necessária afirmação de seu orgulho: uma nota na página inicial se referindo a Michael como um transexual.

Transexual


Perdigotos

25 de junho de 2009
O Homomento não tem a intenção de noticiar tudo o que acontece relacionado aos homossexuais, apenas fazer comentários e observações que achamos necessárias. Os recentes acontecimentos pós-parada, como a morte de Marcelo Barros por exemplo, merecem nem que seja uma mísera menção, e eu vinha pensando nisso nos últimos dias.
O texto de João Ximenes Braga, publicado no Globo nesse domingo (21/06/09), me pareceu interessante para pontuar esse assunto. Numa breve busca pelo google, nota-se que não foram poucos os blogs que o repassaram, mas vale muito a pena a leitura e a reflexão.
A revolta dos perdigotos
João Ximenes Braga
Homoterrorismo é a desimportância em desespero. A sexualidade é inalterável e inatingível. E quando se trata de sexualidade, só existe uma coisa no mundo que consegue ser mais desprovida de importância que a opinião pessoal: o julgamento moral. Você pode julgar quanto quiser a sexualidade alheia. Não tem importância. Você pode ser hétero e fazer a elegia dos seus amigos gays. Não tem importância. Você pode ser gay e fazer piadas maldosas sobre o comportamento “careta” dos héteros. Não tem importância. Eles não deixarão de ser o que são.
Você pode ser conservador e barrar leis no Congresso, fazer passeatas pela família, dizer que o mundo está acabando, que Deus vai punir a todos. Não tem importância, não passa do registro da fofoca, ninguém vai deixar de se deitar com quem quer. Pode até deitar escondido, ou demorar a criar coragem, mas vai deitar. Deitar e suar e trocar saliva e outros fluidos que, com sorte, ficarão na camisinha.
E você pode achar isso nojento. Mas não tem importância. Pois a sua opinião e o seu julgamento sobre a sexualidade alheia não tem importância. Porque é alheia. Se é alheia, é do outro; se é do outro, não é sua; não sendo sua, não vai mudar por sua causa.
Você pode ser deputado crente ou padre pitboy, pode ser simpatizante ou skinhead, pode ser presidente do Irã ou suplente do PTC, grandes coisas, azar o seu, a sexualidade alheia continuará a não ser da sua conta. O pessoal vai continuar deitando e suando e trocando saliva enquanto você desperdiça os seus perdigotos uivando indignação pelas esquinas.
Aí, numa desesperada tentativa de não admitir que seu julgamento moral é inútil, você joga uma bomba. Você pode até matar alguns indivíduos. Ferir outros. Emperrar a vida de muitos. Vãs tentativas de ter importância, pois não vai, jamais, impedir que o mundo gire, a lusitana rode e as pessoas se deitem com quem quiserem, como quiserem. Seu julgamento moral e sua opinião, quaisquer que sejam, serão para sempre da mais profunda desimportância.
A não ser, claro, para você mesmo. Pois como diz Tennessee Williams na voz de Chance, o protagonista de “Doce pássaro da juventude”, a grande diferença entre as pessoas neste mundo “não é entre quem é rico e pobre, bom ou mau.
É entre quem tem ou teve prazer no amor e quem nunca teve prazer no amor, apenas observou, com inveja, inveja doentia”.

O Homomento não tem a intenção de noticiar tudo o que acontece relacionado aos homossexuais, apenas fazer comentários e observações que achamos necessárias. Os recentes acontecimentos pós-parada, como a morte de Marcelo Barros por exemplo, merecem nem que seja uma mísera menção, e eu vinha pensando nisso nos últimos dias.

O texto de João Ximenes Braga, publicado no Globo nesse domingo (21/06/09), me pareceu interessante para pontuar esse assunto. Numa breve busca pelo google, nota-se que não foram poucos os blogs que o repassaram, mas vale muito a pena a leitura e a reflexão.

A REVOLTA DOS PERDIGOTOS

João Ximenes Braga

Homoterrorismo é a desimportância em desespero. A sexualidade é inalterável e inatingível. E quando se trata de sexualidade, só existe uma coisa no mundo que consegue ser mais desprovida de importância que a opinião pessoal: o julgamento moral. Você pode julgar quanto quiser a sexualidade alheia. Não tem importância. Você pode ser hétero e fazer a elegia dos seus amigos gays. Não tem importância. Você pode ser gay e fazer piadas maldosas sobre o comportamento “careta” dos héteros. Não tem importância. Eles não deixarão de ser o que são.

Você pode ser conservador e barrar leis no Congresso, fazer passeatas pela família, dizer que o mundo está acabando, que Deus vai punir a todos. Não tem importância, não passa do registro da fofoca, ninguém vai deixar de se deitar com quem quer. Pode até deitar escondido, ou demorar a criar coragem, mas vai deitar. Deitar e suar e trocar saliva e outros fluidos que, com sorte, ficarão na camisinha.

E você pode achar isso nojento. Mas não tem importância. Pois a sua opinião e o seu julgamento sobre a sexualidade alheia não tem importância. Porque é alheia. Se é alheia, é do outro; se é do outro, não é sua; não sendo sua, não vai mudar por sua causa.

Você pode ser deputado crente ou padre pitboy, pode ser simpatizante ou skinhead, pode ser presidente do Irã ou suplente do PTC, grandes coisas, azar o seu, a sexualidade alheia continuará a não ser da sua conta. O pessoal vai continuar deitando e suando e trocando saliva enquanto você desperdiça os seus perdigotos uivando indignação pelas esquinas.

Aí, numa desesperada tentativa de não admitir que seu julgamento moral é inútil, você joga uma bomba. Você pode até matar alguns indivíduos. Ferir outros. Emperrar a vida de muitos. Vãs tentativas de ter importância, pois não vai, jamais, impedir que o mundo gire, a lusitana rode e as pessoas se deitem com quem quiserem, como quiserem. Seu julgamento moral e sua opinião, quaisquer que sejam, serão para sempre da mais profunda desimportância.

A não ser, claro, para você mesmo. Pois como diz Tennessee Williams na voz de Chance, o protagonista de “Doce pássaro da juventude”, a grande diferença entre as pessoas neste mundo “não é entre quem é rico e pobre, bom ou mau.

É entre quem tem ou teve prazer no amor e quem nunca teve prazer no amor, apenas observou, com inveja, inveja doentia”.


Avanços e solavancos

13 de abril de 2009

Constantemente são divulgados estudos e pesquisas relacionadas a gênero e sexualidade, mitos são derrubados, crenças abaladas e certezas são desfeitas. As várias interpretações que a homossexualidade (antigo homossexualismo) já recebeu são curiosos quando não absurdos.

São sociólogos, psiquiatras, juristas, psicólogos, médicos, antropólogos, filósofos, curiosos, seu pai, sua mãe, sua avó; todos teorizando a respeito e muitas vezes passando longe até mesmo do que já é tido como ultrapassado.

Não faz tanto tempo que a sexualidade deixou de ser um tabu evitado nas conversas e ignorado pelos educadores, embora deixe muito a desejar em certos aspectos esses avanços não podem ser ignorados, os benefícios obtidos podem não ser os esperados, mas ainda assim já são um começo, um sopro de ar no sufocado mundo ignorante que vivemos.

Recentemente saiu um artigo interessante em um jornal da Espanha a respeito das novas abordagens e descobertas sobre o cérebro humano e a questão de sexualidade, ligando reações e características a aspectos genéticos, quebrando alguns mitos, entre eles o da “opção sexual”. Abaixo o link para o artigo:

http://www.elcomerciodigital.com/gijon/20090413/sociedad//cerebro-homosexual-20090413.html *

No que diz respeito a embasamento cientifico a quebra de velhos preceitos o texto é um prato cheio, mas além disso se mostra útil também para maior entendimento daquilo que até então era ignorado e muitas vezes tido como inconsistente e absurdo. Espero que além de ser uma descoberta (arrisco) neurológica, também sirva para a conscientização de que anomalia, doença ou desvio são visões além de ofensivas, obsoletas.

* Embora seja atualizado em suas possibilidades, é sempre importante salientar a validade das descobertas cientificas, não tornando-se delas refém, tampouco adotando-as como verdades absolutas e imutáveis.